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sábado, 8 de dezembro de 2012

Ato na Casa da Morte de Petrópolis

Foi realizado sexta-feira, 7 de dezembro, em Petrópolis, um ato nacional pela desapropriação da Casa da Morte de Petrópolis. Coordenado por entidades municipais (Comitê Petrópolis em Luta e Centro de Defesa dos Direitos Humanos) e outras (Articulação Estadual pela Memória Verdade e Justiça RJ e Coletivo RJ Memória, Verdade e Justiça), com apoio da OAB RJ e do Palácio Rio Negro, a atividade foi realizada em 2 momentos; num primeiro, os manifestantes exigiam a desapropriação na frente do próprio imóvel e depois encerraram a atividade com uma palestra no Palácio Rio Negro.
Entre os cerca de 100 manifestantes que estiveram presentes à frente do imóvel à Rua Arthur Barbosa, nro 120, Caxambu, estiveram o presidente da OAB RJ Wadih Damous, a membro da Comissão Nacional da Verdade, Dra. Rosa Cardoso, a representante da Comissão Nacional da Verdade Brasil, Dra Nadine Borges, membros da Secretaria Nacional dos Direitos Humanos, os coordenadores do ato, Juventude PT, Brigadas Populares, além de diversas outras entidades que militam pela causa dos Direitos Humanos e da Memória de resistência no País. A proposta dos manifestantes é a de que haja uma união entre as três esferas de poder para que a verba indenizatória para a efetivação da desapropriação seja obtida.
Desde o ano passado, o CDDH e o Comitê Petrópolis em luta realizaram várias atividades na cidade de Petrópolis com esse mesmo objetivo, além da divulgação e esclarecimento da população do Município sobre a existência deste centro de torturas e extermínio da ditadura militar brasileira neste município. Durante o ato na Casa da Morte, o Comitê Petrópolis em Luta realizou uma encenação, enquanto era declamado o poema “Liberdade” de Carlos Marighella, que consistiu na simulação de tortura comumente praticada à época no “pau de arara”, finalizando com a tradicional chamada dos nomes dos cerca de 25 militantes que foram provavelmente executados naquela casa. 
Acompanhe aqui a encenação do CPL
Fernanda Pradal (Organização de Direitos Humanos ISER) realizou a leitura do depoimento dado à OAB, no ano de 79, de Inês Etienne Romeu, única sobrevivente da casa, e peça chave para que este imóvel fosse identificado como o centro de torturas na cidade de Petrópolis; além de música, grafismo, faixas e cartazes.
No final da tarde, houve um ciclo de debates, no Palácio Rio Negro, com a presença de grande parte dos manifestantes e cuja formação da mesa contou com a presença do Coletivo RJ Memória, Verdade e Justiça, Aloysio Robalinho – Presidente do Palácio Rio Negro, Dra Nadine Borges –CNV Brasil, Dra. Rosa Cardoso – advogada de presos políticos e membro da CNV - Comissão Nacional da Verdade, Dr Wadih DamousPresidente da OAB RJ e Prof. Diego Grossi, Coordenador Geral do CPL – Comitê Petrópolis em Luta.
Foi anunciado para todos os presentes que, em publicação no Diário Oficial de Petrópolis, (do expediente de 21/11/12, nro 016027/12) , a prefeitura autorizou a desapropriação da Casa da Morte para fins de utilidade pública. Tal anúncio foi feito pela advogada Rosa Cardoso, da CNV, que recebeu ofício do Ministério Público Federal; sendo esse o segundo passo para efetivar-se a desapropriação do imóvel.
"A autorização é uma vitória da sociedadeÉ importante que a Comissão consiga ajudar a articular os problemas que podem surgir [para colocar em prática a desapropriação] para que eles não fiquem a cargo só dos Poderes Municipal, Estadual e Federal", comentou Dra Rosa.
Esse ato na casa da morte de Petrópolis foi uma continuação do Seminário Latino-Americano de Lugares de Memória ocorrido nos dias 27 e 28 de novembro, no Arquivo Nacional, RJ, realizado pela Secretaria de Direitos Humanos do Estado do Rio de Janeiro, que contou com a presença do CDDH Petrópolis e do CPL, Comitê Petrópolis em Luta, demais entidades da capital, também representantes de centros de memória do Chile, Argentina, Uruguai, Paraguai para iniciar os debates dos propósitos de um Centro de Memória , ao exemplo dos já existentes na América Latina.
Outras manifestações estão sendo articuladas para o próximo ano até que tenhamos vencido esta causa de relevância internacional.
COMITÊ PETRÓPOLIS EM LUTA
(4 últimas fotos da Comissão Nacional da Verdade)



quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Atual dono da "Casa da Morte" participa de debate sobre a criação desse imóvel em museu


   O "Dialógos", evento realizado pelo Centro de Defesa dos Direitos Humanos no dia 19 de outubro, com o apoio do Comitê, foi marcado pela presença emocionante do atual dono da "Casa da Morte".
    O evento fez parte da campanha pela transformação da casa em museu e durante as intervenções do público, o atual dono da casa e seu filho pediram a palavrae tornaram públicas as suas opiniões.
    De acordo com estes, a casa foi adquirida pela família ainda na década de 80 e o passado do imóvel não era conhecido. Apesar de apoiarem a criação de um museu, não concordam que sejam no imóvel, pois de acordo com a família há apego entre seus membros e a casa.
     Diante do posicionamento dos donos do imóvel, vários participantes (entre eles diretores do CDDH e do Comitê) expuseram a necessidade de se estabelecer um diálogo para resolver a questão, mas destacaram a importância de se construir um museu no maior centro clandestino de torturas da Ditadura Militar.
     Questionados sobre a possibilidade de haver corpos de vítimas do regime no terreno, a família se prontificou a ajudar nas investigações.


Comitê realiza panfletagem mobilizando para debate sobre a "Casa da Morte"


   No dia 18 de outubro o Comitê realizou uma panfletagem dentro do terminal do centro, mobilizando as pessoas para o debate do dia 19, realizado pelo CDDH com apoio do Comitê.
   Além da panfletagem, os membros do comitê dialogaram com a população sobre a importância da transformação da "Casa da Morte" em museu, pois uma das formas de impedirmos que o passado se repita é tornando-o conhecido.
   A "Casa da Morte de Petrópolis" foi um centro de tortura e assassinato clandestino, montado pela Ditadura Militar para punir aqueles que lutavam por liberdade. A casa localiza-se na Rua Arthur Barbosa, 120, entre o Centro e o bairro Caxambú.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Debate sobre a mídia tem data remarcada

Devido ao debate sobre a "Casa da Morte" de Petrópolis (local onde a Ditadura Militar assassinava presos políticos do país inteiro), realizado pelo CDDH (com o apoio do CPL) na mesma data (19/10), o debate sobre a mídia foi transferido para o dia 26 do mesmo mês, mantendo a hora e o local.

Compreendemos que ambos os temas são importantíssimos para a população petropolitana.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Comitê Petrópolis em Luta apoia a campanha pela transformação da "Casa da Morte" em museu

Foto da casa utilizada como aparelho de tortura em Petrópolis

 "No dia 01 de dezembro de 2010, o Centro de Defesa dos Direitos Humanos de Petrópolis realizou um ato-evento em comemoração aos 25 anos de lançamento do livro Brasil Nunca Mais, ocasião na qual foram rememoradas as atrocidades cometidas pela ditadura militar neste país e reivindicadas a memória, a verdade e a justiça para os sobreviventes, seus familiares e todos os brasileiros.

Nesta história obscura marcada por extrema covardia dos agentes do Estado, Petrópolis ficou conhecida entre os opositores do regime político da época como sede de uma casa de tortura da qual, ao que tudo indicava, ninguém saía vivo: a “Casa da Morte” ou “Casa dos Horrores”, localizada à Rua Arthur Barbosa, Centro, nº 120.

Foram muitos os que ali estiveram clandestinamente presos, tendo sofrido cruéis e por vezes sofisticadas técnicas de violência: Inês Etienne Romeu, Aluísio Palhano Pedreira Ferreira, Heleny Teles Guariba, Paulo Celestino da Silva, Ivan Mota Dias e muitos outros que tiveram suas mentes dilaceradas, seus corpos destruídos ou enterrados em cemitérios clandestinos. De todos que passaram por esta nefasta casa, até onde se sabe, apenas Inês escapou à morte. Tudo por ousarem lutar pela liberdade e pela democracia.

O reconhecimento deste espaço como um lugar utilizado pela ditadura militar para torturar, matar e reprimir a luta pela democracia neste país, bem como a publicização dos documentos que revelem quem nesta casa esteve preso, é fundamental para que as novas gerações conheçam essa história e para que ela nunca mais se repita.

É por estes homens e mulheres e tantos outros assassinados nos porões da ditadura que o Centro de Defesa dos Direitos Humanos de Petrópolis, constituído em 1979, na luta pela democracia e defesa dos direitos humanos, unido a outras organizações, movimentos e pessoas que assinam este documento, vêm reivindicar que a Prefeitura Municipal de Petrópolis, através de seu prefeito, Paulo Mustrangi, adquira a “Casa da Morte” de Petrópolis e que ali crie um Centro de Memória, Verdade de Petrópolis. "

Faça parte da campanha! Assine a petição clicando aqui.