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quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Debate em solidariedade aos povos cubano e coreano



Nos últimos dias, foram veículadas uma série de mentiras sobre as experiências do poder popular em Cuba e na Coréia socialista. Diante desta situação, o Comitê Petrópolis em Luta decidiu realizar um cineclube com debate sobre ambas as nações, desmascarando os grandes canais de televisão alinhados com a visão imperialista. Serão exibidas partes do documentário Sicko, feito por Michel Moore (cineasta estadunidense) que compara o sistema de saúde cubano com o estadunidense.

No caso coreano o mais absurdo foi a veiculação de uma suposta monarquia, contrariando a própria lei da nação socialista, que não prevê nenhum tipo de hereditariedade no poder estatal do país. Kim Jong-Un, assume o posto máximo da nação coreana do mesmo jeito que seu pai (Kim Jong-Il) assumiu depois da morte de Kim Il Sung (pai de Kim Jong-Il), por meio de manobras políticas perfeitamente aceitáveis no jogo democrático.Além disso, todos os representantes do poder na Coréia socialista são eleitos de forma direta ou indireta. Basicamente o povo elege os parlamentares, membros da Assembléia Popular Suprema, e essa Assembléia elege e supervisiona os principais cargos políticos da nação, entre eles o chefe do Comitê de Defesa Nacional (cargo antes ocupado por Kim Jong-Il), que junto do premier e do próprio presidente da APS, constituem o triunvirato do poder na Coréia socialista.

Em Cuba, a suposta miséria contrasta com os indíces oficiais da própria ONU, que aponta Cuba como um país sem analfabetismo ou desnutrição infantil. Já a forma de escolher os dirigentes da nação é bem parecida com a experiência coreana, onde o povo elege diretamente os candidatos do legislativo (que não precisam ser filiados a nenhum partido para concorrer, além dos recursos serem iguais para todos os concorrentes) e esse legislativo escolhe entre os seus membros o Chefe de Estado (atualmente Raul Castro). Outro fator importante é que o povo cubano tem acesso direto às armas e ao treinamento militar, através dos Comitês de Defesa da Revolução, presentes em cada bairro.

Dentro até mesmo dos moldes liberais, não há nada que indique qualquer tipo de ausência de liberdade popular por causa da forma de escolha dos dirigentes nesses países. Boa parte das nações européias, apontadas pela mídia como exemplos de democracia, escolhem seus dirigentes máximos de forma indireta, através de eleições dos orgãos legislativos. Raul Castro e Kim Jong-Un, são apenas integrantes (escolhidos pelo povo) da imensa estrutura de poder e ganham toda essa importância por causa do constante estado de guerra imposto pelos países imperialistas às nações socialistas. A grande diferença entre as monarquias parlamentares ocidentais (nessas sim, a hereditariedade tem força de acordo com a lei) e os Estados socialistas é que nos últimos a democracia é verdadeira, vai além das formalidade e é garantida através das bases populares de trabalhadores e camponeses, alicerces do poder popular.


CINECLUBE E DEBATE

Dia: 12/01/12 (quinta-feira)
Hora: 19 horas
Local: Centro de Defesa dos Direitos Humanos



quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Debate sobre a mídia aprova plataforma reivindicatória


"Os capitalistas chamam "liberdade" a dos ricos de enriquecer e a dos operários para morrer de fome. Os capitalistas chamam liberdade de imprensa a compra dela pelos ricos, servindo-se da riqueza para fabricar e falsificar a opinião pública". Lenin

    No dia 26 de outubro o Comitê Petrópolis em Luta realizou o cineclube “Democratização e papel da mídia na sociedade atual”, que além de exibir parcialmente o documentário “Muito Além do Cidadão Kane”, contou com a presença da presidenta do Movimento Nacional de Lutas Contra o Neoliberalismo, Osmarina Portal, para discutir o papel do Comitê na luta por uma nova sociedade.
    Mais de 15 pessoas participaram da discussão, entre elas estudantes, jornalistas, professores e representantes de partidos políticos e outros movimentos. Após a discussão sobre os principais problemas do capitalismo contemporâneo e o papel da mídia na divulgação parcial destes problemas, foi aprovada uma plataforma de reivindicações sobre a necessidade de democratizar os meios de comunicação.
    Um dos motivos que levaram a escolha do tema foi o aumento recente de denúncias sobre supostos ataques à liberdade de expressão no município. Entre os problemas registrados estão a demissão de um apresentador de uma TV local por falar mal do governo municipal, a agressão sofrida pelo apresentador Carlos Madureira (29 de setembro) por parte do vereador Márcio Arruda, em frente à Câmara Municipal, ameaças de morte sofridas por um blogueiro petropolitano e a própria ausência na imprensa local sobre uma série de denúncias, como por exemplo, os supostos casos de corrupção na Associação Petropolitana de Estudantes. A plataforma aprovada após a discussão foi a seguinte:
- Apoio aos veículos alternativos, digitais ou impressos;
- Regulamentação estatal sobre os meios de comunicação;
- Fortalecimento e popularização dos canais estatais;
- Fim das perseguições às rádios comunitárias;
- Limitação do orçamento público municipal destinado à publicidade;
- Defesa da liberdade de expressão popular e repúdio às perseguições ocorridas no município.